quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Novos Sentidos?

'O que teria acontecido?'
Sempre me pergunto isso. Me pergunto por ficar naquela curiosidade que aperta o nosso coração falhado sobre o que poderíamos ter feito se algumas escolhas tivessem sido diferentes do que realmente aconteceu.
Sempre temos outras opções. Ao menos, na maioria das vezes temos que escolher qual caminho tomar, qual sentido caminhar, qual cidade morar, qual garota beijar. Mas, às vezes, escolhemos por comodismo, não por paixão.
Quando nos falta paixão, falta tudo.
O que teria acontecido se não tivesse ficado onde fiquei? Talvez, estivesse em um lugar totalmente diferente com velhos e novos amigos. Amigos novos que eu não tive. Amigos velhos que eu perdi.
Me olho, de acordo com minhas escolhas, e me sinto perdido. Perdido por ter perdido tudo. Sem saber que rumo tomar e muito menos que direção olhar. Olhar pra onde? Olhar pra quem? Olhar por quem?
E se eu não tivesse trocado? Trocado o incerto pelo outro incerto de maneira incerta. Trocado o sonho pela realidade.
Trocar o sonho pela realidade é certo? Ou incerto? É seguro? É insano?
Nunca saberei. Certos caminhos simplesmente não tem voltas. O mundo não da tantas voltas assim. Não encontra caminhos perdidos. Sentidos que se foram.
Vistas que não terei. Olhares que não receberei. Olhares que recebi que feriram. Como os olhos, os sentidos nos cega. Nos cega porque, muitas vez, queremos ser cegos. E o cego não vê, apenas sente.
Onde está o erro? Onde está tudo o que eu perdi?
Será que ganhei perdendo o incerto? Será que fiz o que fiz por ter medo de um certo perigoso?
Não sei.
Não vou saber.
Eu quero esses novos sentidos. Mas novos caminhos parecem não existir.

Me despeço ao som 'Behind the Viel - Dream Theater'.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Seus olhos?

Tempo.
Quanto tempo não venho aqui, eim?!
Pois é, caminhamos assim. A vida muda, os amigos mudam, os caminhos se desencontram. Tanta coisa acontece que nos perdemos. E nos perdemos assim, de uma maneira simplesmente inexplicável e rápida. Podemos perder tudo num piscar de olhos. Perder, inclusive, os seus olhos.
Este é o problema onde o verbo se faz carne. Olhos de cigana. Oblíquos e dissimulados olhos. Quando pensamos que Capitu não existe, ela existe. E existiu para mim. O maior problema disso tudo.
Caro leitor, os olhos de Capitu confundem, encantam e endemoniam. Passam medos e tranquilidade, tudo numa única rajada. Rajada de dor e sofrimento. Rajada de carinho e de paixão.
Medos inexplicáveis acabam sendo compreensivos diante de tanto terror. Como Hades, algo te ilude. Porém, a pureza toca mais seu coração.
Ao se romper com todo o mal, sobra a solidão. O medo de estar errado. O medo daqueles olhos selvagens e manipuladores não estarem mentindo.
Estavam, não estavam?
E se não estavam? E se a ilusão te iludiu? Se o calor te fez suar? Se o medo te fez tremer? Se o terror te assustar? E você ceder ao incerto, correndo o risco de ter um bom incerto. Um risco incerto é melhor do que ter uma tranquilidade incerta? Ou vice e versa? Ou nada disso faz sentido?
Nunca se viu por este que vos escreve algo tão confuso e claro ao mesmo tempo. Dois lados, como Saga. O bem e o mal, presos de tal maneira em sua mente que te faz cair. Fugir. Não crer.
E agora? Fugiu, caiu e levantou (ou se fez de pé). Como estão aqueles olhos?
Seus olhos estão piores do que nunca. Nunca se viu e nem nunca se verá tanta dor (ódio também?) do que aqueles malditos olhos. Tudo sem explicação. Tudo sem sentido. Uma simples troca. Nenhum adeus. Toda dor do mundo.
Arrependimento? Talvez.
Inveja? Quase nunca.
Dúvida? Sempre.
Nunca irei descobrir o segredo de Capitu. Nunca irei entender esses malditos olhos.
O que se viu? Dor e sofrimento.
O que se sentiu? Dúvida. Dúvida. Dúvida.

Me despeço ao som de 'The Dark Eternal Night - Dream Theater'